ARTIGOS

Educação requer mais dinheiro e melhor gestão

24 de Abril de 2014
Por Jornal do Senado

 Além de elevar o volume de recursos para a Educação, é igualmente importante melhorar a gestão da área. Essa foi uma das conclusões dos convidados da audiência pública promovida pela comissão temporária criada para propor soluções para o financiamento da Educação.

 
Priorizar a formação e a carreira do Professor e envolver os pais no processo educacional também foram sugestões dos participantes.
 
Antonio Jacinto Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social, relacionou os bons resultados das notas Escolares à melhoria de renda do Aluno e à redução das desigualdades.
 
Ele defendeu mais articulação entre as secretarias municipais e estaduais de Educação com o governo federal e setores da sociedade para a elaboração de políticas para a área. Uma das propostas é aumentar o investimento na Educação integral.

Financiamento
 
Especialista em finanças públicas, Raul Velloso apontou os gastos com funcionalismo, previdência e assistência social como os que consomem boa parte do Orçamento do país. Com a carga tributária que também sufoca a economia nacional, ele chama a atenção para a insustentabilidade das contas públicas e prevê muita dificuldade para investir mais em Educação se não houver grandes reformas.
Nelson Cardoso Amaral, representante da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação, também considera a dinâmica populacional, a distribuição de renda e o crescimento econômico como essenciais para aumentar o volume de recursos.
 
— É necessário que seja dado esse salto financeiro para que a gente possa exigir da Educação brasileira uma competitividade — disse.
 
Marta Teresa da Silva Arretche, Professora do Departamento de Ciência Política da USP, lembrou que novas fontes de recursos com tributação, caso de impostos e taxações como a CPMF, requerem antes aumento na credibilidade da Educação pública. Ela citou como exemplo a melhoria gradual no desempenho dos Alunos da rede municipal.
— Para além da questão do financiamento, que é importante e estratégica, é necessário entendermos melhor quais são os mecanismos que estão produzindo o fracasso ou o bom resultado Escolar — afirmou.
Federalização
 
A proposta de federalização da Educação de Cristovam Buarque (PDT-DF), relator da comissão, dividiu a opinião dos debatedores. O senador defende a transição do atual sistema para um novo em 20 ou 30 anos. Com recursos federais, de 6,6% do PIB, ele prevê um salário de R$ 9,5 mil para os Professores.

Jornal do Senado

 
 
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