ARTIGOS

A diferença da adaptação entre irmãos

25 de Março de 2014
Por Revista Crescer - Ilana Setton Bachman

 Mãe de segundo às vezes tem dessas: a gente já espera algumas coisas, mas outras são completamente novas e nos pegam de surpresa.

 
Raphael, meu mais velho, hoje com 4 anos, foi para a escola com 1 ano e meio, e foi uma das melhores decisões que nós tomamos. Ele se adaptou relativamente rápido, logo se socializou e ama a escola de tal forma que não via a hora de voltar das férias.
 
Resolvemos, por motivos diferentes, fazer o mesmo com o Nicolas, nosso pequeno, agora com um ano e 5 meses. E essa é a semana de estreia, o ínicio dessa jornada que tem tudo para ser linda.
 
Há quem diga que ter um segundo filho é mais do mesmo. Raphael e Nicolas estão aí pra provar que isso é uma mentira deslavada. E a adaptação na escola é só mais um exemplo disso.
 
Do Raphael, eu me lembro da ansiedade em que estava, da dúvida, da insegurança, e das lágrimas nos MEUS olhos. Ele foi bem, em coisa de duas semanas se adaptou. Às vezes chorava ao se despedir do pai, que era quem o deixava na escola, mas sempre ficava bem. Hoje ama a escola e se pudesse passava até mais tempo lá dentro.
 
Com o Nicolas muitas das questões se foram. Agora já conhecemos e confiamos na escola, afinal já construímos um relacionamento de três anos. Tivemos até a grande coincidência de pegar a mesma professora - a mesma querida primeira professora do Rapha.
 
A adaptação do Nicolas poderia então parecer fácil, ou pelo menos mais fácil. Mas não é. Pelo simples motivo de que eles são diferentes. Irmãos, mas diferentes. Nicolas tem as suas particularidades e o seu tempo que precisam ser respeitados. Eu costumo brincar que ele é o meu chicletinho, vive grudado em mim. Sabemos que essa separação pode não ser tão tranquila - nem pra ele nem pra mim.
 
Mas Nicolas tem a sorte de ter agora uma mãe mais calma e sem pressa, disposta a fazer essa transição da forma que for mais tranquila para ele. E também, olha só, tem a sorte de ter um irmão, um irmão querido e carinhoso, que o pegou pela mão e o levou até a sua sala, entregando-o para a professora e dizendo, com toda a serenidade e sabedoria do alto dos seus quatro anos: "Tchau, Nicolas. Fica bem!". (Junto com um tapinha na cabeça, afinal ele continua a ser "apenas" um irmão mais velho!)
 
E eu? Fiquei ali, meio escondida, vendo o desenrolar da cena, orgulhosa dos meus filhos. Não sei como será o dia de amanhã: se vai ter choro, se o irmão vai ou não querer ajudar de novo, se ele vai ficar bem e brincar com as outras crianças. Só sei que eu estarei ali disponível, pelo tempo que ele precisar. Enquanto isso, aproveito para socializar e conhecer as outras mães, as mães dos futuros amigos do meu filho.

Revista Crescer - Ilana Setton Bachman

 
 
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